Já sabemos que o sucesso da estratégia previdenciária depende também dos constantes aportes ao longo do tempo. Além disso, parece fácil perceber que, quanto mais eficientes forem esses aportes, melhor será o resultado da carteira de previdência ao longo do tempo.
Até aqui, uma das ferramentas que aprendi a utilizar para aumentar a eficiência dos aportes é o preço-teto, a partir da definição de um yield mínimo de 6%. Para uma dada projeção de distribuição de lucros por meio dos dividendos, só "vale a pena" comprar uma ação se, a partir do preço pago, ela representar um retorno de ao menos 6% (definição de preço-teto). Assim, caso sejam mantidas essas projeções de dividendos e o preço da ação continuar caindo, significa que o retorno sobre aquele investimento será ainda maior.
No entanto, o que venho percebendo é que essa análise não pode ser realizada para uma única empresa. Uma das formas de aumentar a eficiência dos aportes é, sabendo o preço-teto de várias empresas, investir naquela que está cotada mais abaixo de seu preço-teto. Isso fará com que haja uma majoração do yield on cost.
Até então eu analisava o preço-teto individualmente e, por isso, acaba investindo em empresas que, mesmo projetando um yield mínimo de 6%, poderiam não estar tão interessantes quanto outras empresas.
A partir dessa análise mais ampla, eu acabei inserindo duas novas empresas em minha carteira: Banco do Brasil (BBAS3) e BB Seguridade (BBSE3). No presente artigo, vou me restringir ao setor dos grandes bancões, para não alongar muito o texto.
Antes dessa análise, vale a pena ressaltar também que uma outra forma de aumentar a eficiência dos aportes é utilizando o chamado "Mapa do Dividendo Inteligente" (MDI), que é basicamente saber a época em que a empresa provisiona dividendos para realizar a compra da ação um ou dois meses antes, quando o mercado ainda não tiver precificado aquela provisão e para que haja um retorno mais rápido em forma de dividendo.
Normalmente, alguns dias antes do possível anúncio de dividendos, o preço da ação costuma subir, pois muitas pessoas a compram pensando no recebimento do dividendo no curto prazo e, logo em seguida, costumam vender o papel, então o preço da ação acaba oscilando no período anúncio - data-com - data-ex.
Voltando à questão inicial da eficiência, passei a fazer então a análise do melhor aporte apenas comparando a cotação do papel com seu preço-teto: os papéis cotados mais abaixo do preço-teto são as melhores opções de compra.
Assim, construí uma planilha que calcula essa margem (quanto menor a cotação em relação ao preço-teto, maior a margem e, portanto, mais eficiente será o aporte), que sempre olho antes de efetuar os aportes:
Vemos, no caso do setor bancário (considerando apenas os bancões), que as ações do Banco do Brasil são as mais descontadas no momento e, portanto, oferecem maior potencial de retorno.
Além disso, na tabela também constam os valores de P/VPA e P/L, pois, caso haja duas empresas com margens semelhantes, a mais eficiente será aquela com menor P/VPA (pois assim representa um maior potencial futuro de valorização do papel) e, caso ainda estejam em condições semelhantes, priorizarei aquela com menor P/L (que basicamente é um índice que mede o quão cara está aquela ação).
Logo após essa análise (1º margem, 2º P/VPA e 3º P/L), no meu caso, é que eu vejo, se necessário, o MDI.
Em relação à imagem acima, cabe destacar que eu ainda não realizei a atualização do preço-teto do Santander após a cisão da Getnet, algo que pretendo fazer em breve.

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