domingo, 19 de outubro de 2025

Calculando um novo preço teto com a queda nas cotações de BBAS3.

    Sabemos que o Banco do Brasil (BBAS3) vem enfrentando uma queda acentuada no preço de suas ações, reflexo da redução significativa no lucro dos dois últimos trimestres.

    Dentro da estratégia previdenciária — que prioriza a compra de boas empresas, pagadoras de dividendos consistentes e a preços atrativos — vale avaliar se os níveis atuais de BBAS3 oferecem uma boa oportunidade de investimento de longo prazo. A hipótese aqui é que o Banco continua sendo uma empresa sólida, apenas atravessando uma fase difícil, mas temporária.

    Para isso, utilizarei uma análise simples baseada na previsão de dividendos.

    Como o Banco do Brasil divulga suas projeções de lucro, é possível estimar o potencial de dividendos e, assim, verificar se a cotação atual está abaixo do valor justo.

    Em 19/02/2025, quando o cenário era favorável, o Banco projetou lucro líquido ajustado entre R$ 37 e R$ 41 bilhões. Historicamente, o BBAS atinge cerca de 95% do teto da projeção, o que equivaleria a um lucro de aproximadamente R$ 38,95 bilhões. Considerando o payout entre 40% e 45%, isso resultaria em um dividendo por ação (DPA) entre R$ 2,72 e R$ 3,06 — correspondendo a um preço teto estimado entre R$ 45,31 e R$ 50,97. Naquele momento, a ação estava cotada a R$ 28,86.

    Já em 14/08/2025, diante da piora nos resultados, o Banco revisou suas projeções para R$ 21 a R$ 25 bilhões de lucro e reduziu o payout para 30%, o que implica um novo DPA entre R$ 1,10 e R$ 1,31.

    Em resumo, o dividendo projetado caiu de R$ 2,72–3,06 para R$ 1,10–1,31, uma redução de cerca de R$ 1,62 a R$ 1,75 por ação.

    Se a cotação anterior era R$ 28,86, seria razoável esperar uma queda proporcional, algo entre R$ 1,62 e R$ 1,75, apenas para refletir essa redução nos lucros. Contudo, o preço atual de R$ 20,90 indica uma desvalorização bem mais intensa — cerca de R$ 7,96 por ação —, o que mostra que o mercado penalizou o papel de forma excessiva em relação à queda dos dividendos esperados.

    Dessa forma, BBAS3 parece descontada, mantendo potencial de valorização no longo prazo, desde que os fundamentos da empresa continuem sólidos — requisito essencial para a estratégia previdenciária de dividendos.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Atualização da carteira - junho/22.

ATUALIZAÇÃO DA CARTEIRA – JUNHO/22


    Depois de vários meses sem postar no blog, devido a vários motivos (falta de tempo e paciência), vamos fazer uma atualização compilada dos dividendos desde novembro de 2021, quando houve a última postagem do blog.

  • Dezembro/21: 2.425,66 reais (R$ 202,14/mês);

  • Janeiro/22: 115,64 reais (R$ 9,64/mês);

  • Fevereiro/22: 1.016,25 reais (R$ 84,69/mês);

  • Março/22: 1.016,25 reais (R$ 84,69/mês);

  • Abril/22: 1.156,18 reais (R$ 96,35/mês);

  • Maio/22: 2.054,27 reais (R$ 171,19/mês);

  • Junho/22: 2.149,21 reais (R$ 179,10/mês).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Atualização da carteira - novembro/2021.

    Eu percebi que estava sendo hipócrita ao relacionar a evolução patrimonial da carteira, pois a estratégia previdenciária não se importa com o patrimônio, e sim com os dividendos, que são os pagadores de boletos.

    Para fins de controle, continuarei com a lista da evolução patrimonial da carteira. A tendência é que ela pare de crescer à medida que a quantidade de ações for aumentando, e o patrimônio ficar mais sensível às oscilações do mercado no curto prazo. Porém, darei destaque primeiramente à evolução dos dividendos recebidos, que é o que interessa. Vamos lá, eles estão assim atualmente:

sábado, 20 de novembro de 2021

Vale à pena investir no Banco do Brasil (BBAS3)?

    Para saber se vale à pena investir em qualquer empresa com foco em dividendos, devemos nos lembrar do lema da estratégia previdenciária:

"Comprar boas empresas, que pagam bons dividendos, a um bom preço"

    Para saber se o Banco do Brasil é uma boa opção de investimento, vamos analisá-lo sob a ótica do lema, parte a parte.

domingo, 14 de novembro de 2021

Estudo para novos aportes e o risco Governo.

     Como uma continuação a respeito da eficiência dos aportes, durante este mês de novembro, que estou utilizando para fortalecer meu caixa, devido a investimentos maiores do que o planejado para o mês de outubro, estou realizando uma análise para verificar quais serão as próximas compras, provavelmente em dezembro ou ainda este mês se houver uma ótima liquidação na bolsa.

    Com base na análise da margem da cotação em relação ao preço-teto, hoje vejo que há 3 empresas em diferentes setores que possuem margens próximas ou maiores do que 30%. A menos do setor de telefonia, que ainda não iniciei os estudos, o setor de seguros, para mim, é o que menos apresenta boas oportunidades.

    Dessas três empresas, uma eu já possuo em carteira. O que as três têm em comum é o fato de serem estatais/controladas pelo Governo.

    Hoje, a minha carteira possui a seguinte composição e características:

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Atualização da carteira - outubro/2021.

  Evolução patrimonial da carteira:

  • Início de junho/2021: 19.347,92 reais;
  • Junho/2021: 19.802,56 reais;
  • Julho/2021: 23.335,92 reais;
  • Agosto/21: 26.175,01 reais;
  • Setembro/21: 29.092,24 reais;
  • Outubro/21: 32.331,65 reais.

    Esse mês de outubro foi forte em aportes, talvez mais do que deveria. Foi um total de R$ 3.015,60, e a posição da carteira até 27/10/21 é a seguinte:

sábado, 23 de outubro de 2021

Eficiência dos aportes e análise do setor bancário.

     Já sabemos que o sucesso da estratégia previdenciária depende também dos constantes aportes ao longo do tempo. Além disso, parece fácil perceber que, quanto mais eficientes forem esses aportes, melhor será o resultado da carteira de previdência ao longo do tempo.

    Até aqui, uma das ferramentas que aprendi a utilizar para aumentar a eficiência dos aportes é o preço-teto, a partir da definição de um yield mínimo de 6%. Para uma dada projeção de distribuição de lucros por meio dos dividendos, só "vale a pena" comprar uma ação se, a partir do preço pago, ela representar um retorno de ao menos 6% (definição de preço-teto). Assim, caso sejam mantidas essas projeções de dividendos e o preço da ação continuar caindo, significa que o retorno sobre aquele investimento será ainda maior.

    No entanto, o que venho percebendo é que essa análise não pode ser realizada para uma única empresa. Uma das formas de aumentar a eficiência dos aportes é, sabendo o preço-teto de várias empresas, investir naquela que está cotada mais abaixo de seu preço-teto. Isso fará com que haja uma majoração do yield on cost.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Atualização da carteira - setembro/2021.

    Segue a evolução da carteira com o fechamento de setembro/21:

  Evolução patrimonial da carteira:
  • Início de junho/2021: 19.347,92 reais;
  • Junho/2021: 19.802,56 reais;
  • Julho/2021: 23.335,92 reais;
  • Agosto/21: 26.175,01 reais;
  • Setembro/21: 29.092,24 reais.

    Esse foi um mês em que resolvi adicionar um novo ativo na carteira: BBSE3. Também fiz aportes em SAPR4, SANB3, ETH e BTC. A carteira fechou o mês dessa forma:

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Atualização da carteira - agosto/2021.

      Mais uma edição da nossa atualização mensal da carteira de investimentos, encerrado o mês de agosto de 2021:

  Evolução patrimonial da carteira:
  • Início de junho/2021: 19.347,92 reais;
  • Junho/2021: 19.802,56 reais;
  • Julho/2021: 23.335,92 reais;
  • Agosto/21: 26.175,01 reais.

    Fiquei alguns meses sem atualizar o blog, pois fiquei sem acesso ao Blogger. Porém, dando continuidade à evolução da carteira, no mês de agosto fiz apenas aportes em SAPR4 e AESB3, uma vez que até o momento tinha sido as únicas ações para as quais eu já havia feito a análise do preço-teto. Foram 353 novas ações de Sanepar e 35 ações de Aes Brasil, num total de R$ 1.998,99. A composição da carteira no mês foi da seguinte forma:

domingo, 29 de agosto de 2021

Preço-teto de Santander (SANB3).

     No 2T21, Santander alcançou um lucro líquido de R$ 4.171 milhões, 98,4% superior na comparação com 2T20 (início da pandemia) e 5,4% superior na comparação 1T21.

    Temos, então, no ano de 2021, um lucro até o momento de R$ 8.126 milhões. É observado no setor bancário um lucro consistente e crescente ao longo dos anos, de modo que se estima, para o ano de 2021, um lucro de R$ 13,5 a 16,5 bilhões. Considerando um payout de 50%, conforme política de distribuição de proventos do Santander, temos então um preço-teto de R$ 15,00 num cenário pessimista e de R$ 18,34 num cenário otimista.

    A cada nova divulgação de resultados do trimestre, o Santander vem quebrando seus recordes de lucro líquido, por este motivo o cenário otimista de projeção de lucro para o ano de 2021 não parece muito improvável. Sua carteira de crédito cresceu 15% no comparativo do ano e 4% no do trimestre, ao passo que a PCLD permaneceu estável no trimestre. Houve também um leve aumento de despesa no comparativo anual e trimestral, porém ainda abaixo da inflação, o que mostra um bom gerenciamento dos recursos.